"Queres ver uma coisa", diz-me, entusiasmada, uma colega mal entro na sala de professores, "o que é que tu achas?"
Era um daqueles cartazes hediondos gerados com IA. Cheio de informação, mas com aquela estética saturada, sem que o olhar perceba bem para onde é que deve, bem, olhar, para ler a imagem.
Disse-lhe exatamente o que pensava.
Não, não fui assim tão bruto quanto estão a imaginar. Sou pragmático no uso de IA generativa, e apenas comentei que era boa ideia que a minha colega fosse ver e aprender alguma coisa sobre design. Até lhe sugeri algumas leituras específicas (começar por John Berger, claro). Usar IA requer requer conhecimentos, claro, e foi isso que lhe deixei bem explícito.
Pois é.
Obviamente, não apreciou não ter levado o elogio que esperava ao slop. E eu fiz mais uma inimiga.
Depois pergunto-me como é que não consigo fazer amigos...